quinta-feira, 30 de junho de 2011

A arte de se perder em você mesmo

Frio, chuva, cidade pequena, amigos ocupados, ninguém de importante online pra você conversar e você fica em casa morrendo de tédio deitado, dormindo, de preferência. O tempo parece congelar, e por não ter o que fazer, você começa a pensar na vida, pensar nas coisas feitas, em pessoas - que muitas vezes não mereciam ser lembradas - em erros, em momentos, em sonhos, em planos... em tudo.
Seu quarto está uma bagunça, seu cabelo então... nem espelho aceita, sua roupa - ah que roupa o quê, você fica de pijama a semana inteira, se for o caso! - seu rosto parece que nunca viu uma base e uma sombra na vida, unhas ahh, é só mais uma COISA pra você não se preocupar...
E você ali, sentado, deitado pensando na morte da bezerra, da cabrita, do cachorro do vizinho... Já perdeu as contas de quantas porcarias já comeu, de quantas vezes ouviu a mesma música, mas está ali... nem aí pro mundo, nem aí pra nada.
Você sente que não está bem assim mas sabe que é necessário pra 'botar as ideias no lugar'... num momento só seu, você e você... pensando em tudo e mais um pouco, no que pretende fazer no próximo semestre, no que pensa em comprar no aniversário de 18 anos, nos planos que você deseja tornar conquistas independentes...  
Na sua cabeça passa um filme... ora real, ora fictício... Às vezes você viaja, imagina coisas impossíveis de acontecer, mas ahh... imaginar, sonhar não custa nada! Revê conceitos, refaz planos e concerta erros para não repetí-los ou então comete novos erros. Você passa a limpo o que fez e retoca o que ainda quer fazer. É quase uma terapia... você se sente melhor, motivada e disposta... mesmo que no outro dia, o tempo esteja fechado, chuvoso e frio.


Você se perde, mas se encontra em você mesmo. É quase um novo 'você'.

Comeu ela, seu filho da puta!

Depois eu é quem sou estranha...

Um post de quem acorda às 15h e acha que tem moral

Nossa, que preguiça!!
Você está de férias, não vai viajar, fica sem fazer nada o tempo inteiro... come o dia inteiro, navega o dia inteiro... e a noite, suas amigas não vão sair... e você fica comendo a noite inteira, navegando a noite inteira... até o tal do SONO - coisa que você passa a desconhecer - apareça.
O tédio faz com que você invente coisas bizarras, tenha umas ideias completamente malucas e sem noção... ou então poste qualquer porcaria no seu velho blog abandonado =D

Você vara a madrugada na net ou na tv... e lá pelas 3, 4h da manhã RESOLVE ir deitar e ainda começa a ler o livro de onde tinha parado à duas semanas atrás. Enfim você dorme... 

Dá a hora do almoço e você:  dormindo...
Dá depois do almoço e você: dormindo...
Dá a hora de café da tarde e até sua avó, que vive te paparicando e fazendo suas vontades, aparece na porta do quarto te chacoalhando pra você acordar.  Você não vê saídas... 
Acorda, vai comer algo... e adivinha?!?!?! LIGA O PC!     (volta o cão arrependido, com suas orelhas tão fartas...)
                  E assim serão suas férias...                            OU NÃO TAMBÉM.

                                                    Boa tarde, amigos!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Quem são eles? Quem eles pensam que são?

Oi!
Como é de lei, as férias fazem com que você fique mais à toa do que o normal e também com que você poste no seu veeeeeelho blog abandonado...
Hoje o post é REVOLTOSO: falarei - desabafarei - sobre pessoas que gostam de palpitar sobre sua vida, tirar conclusões precipitadas à seu respeito e tentar te fazer de besta.
Vivemos em uma sociedade de múltiplas faces, estilos, opiniões e conceitos... Onde existem pessoas boas, ruins, as que fingem serem boas, as que fingem serem ruins, as que tentam ser algo, mas não são nada, as que são muito, e as que infelizmente - ou felizmente - não são, e as que merecem meu respeito...
Bom, vou dar um exemplo claro e depois tire suas conclusões analisando o meio em que vive e reflitetindo sobre tudo isso que falei.
 FACULDADE: Um lugar onde tudo é legal - ou não - onde tudo é diferente, onde as pessoas são cada uma na sua, onde é você por você, sozinho, sem ninguém pra te ajudar. Você chega, no primeiro dia de aula, meio perdido... sem saber onde ir, com quem falar e o que fazer. Encontra sua sala, fica babando feito um retardado olhando bem para os seus novos colegas de classe - não pega bem falar assim numa facul, mas não achei um termo mais adulto - e começa a interagir com eles, dia após dia.  Começa a criar um vínculo com a turminha que senta perto de ti - no fundão - turminha do barulho, por sinal... os que aparentam ser os MAIS LEGAIS DO MUNDO *-* E você, sem os conhecer direito, começa a confiar neles, a ''depender'' deles em trabalhos e demais coisas... começa a andar com eles, indo onde eles vão, indo na onda deles. SÓ QUE É AÍ QUE VOCÊ SE FODE, MEU AMIGO: Sempre tem aquela menina brega e infantil que te olha com olhar de inveja, aquela que você pega falando mal de ti pras outras no banheiro, aquele "cara" que se acha no direito de PRESIDENTE da sala, e começa a dar ordens, apontar dali e daqui, como se FOSSE GRANDE MERDA. Ahhh e fora aquele que vem de outra turma pro seu curso, começa a te chamar pelo seu apelido, te mandar depoimento no orkut e vim com mentirinhas do tipo "noooossa comprei tal coisa hoje" como se você estivesse mega interessado em saber. E este mesmo é aquele que fala com você e conta tudo o que você diz pro resto da turma, turma que ninguém suporta, turma que você quer manter distância, turminha de merda que uns querem dar opinião no que você veste, no que você faz, na sua nota, no seu trabalho, que sempre está nos seus visitantes recentes do orkut, que vive querendo saber da sua vida, perdendo o cu na sua cara, enfim... TURMA DOS INFERNOS QUE NEM O CAPETA DEVE SUPORTAR! 


Porra! Eu estou numa faculdade ou num jardim de infância? Quanta nojeira, bizarrice num lugar onde eu pensei que isso não existisse! Gente que quer ser mais que o outro, que quer se sobressair sobre o resto da sala mas a HUMILDADE e a DECÊNCIA nunca passaram perto! Eu, dar moral e perder saliva com pessoas desse tipo? PRA QUÊ? Pra eu me igualar a eles? HA HA HA Minha mãe me ensinou a ter um desconfiômetro ativo, a dar valor nas pessoas certas, a ser esperta com pessoas desse tipo que pra mim, NÃO TÊM VALOR NENHUM. Aliás, eu tenho é pena... pois mais dia, menos dia... vão se foder bonito... como sempre acontece com pessoas assim.


E por aí se vê que as aparências enganam muuuuuuuuuuito bem...  QUEM VÊ CARA, NÃO VÊ CARÁTER!